sexta-feira, 30 de maio de 2014

consumo sustentável

histórico


O Consumo Sustentável envolve a escolha de produtos que utilizaram menos recursos naturais em sua produção, que garantiram o emprego decente aos que os produziram, e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados. Significa comprar aquilo que é realmente necessário, estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível. Consumimos de maneira sustentável quando nossas escolhas de compra são conscientes, responsáveis, com a compreensão de que terão consequências ambientais e sociais – positivas ou negativas.
Mudança de comportamento é algo que leva tempo e amadurecimento do ser humano, mas é acelerada quando toda a sociedade adota novos valores. O termo “sociedade de consumo” foi cunhado para denominar a sociedade global baseada no valor do “ter”. No entanto, o que observamos agora são os valores de sustentabilidade e justiça social fazendo parte da consciência coletiva, no mundo e também no Brasil. Este novo olhar sobre o que deve ser buscado por cada um promove a mudança de comportamento, o abandono de práticas nocivas de alto consumo e desperdício e adoção de práticas conscientes de consumo.
Consumo consciente, consumo verde, consumo responsável são nuances do Consumo Sustentável, cada um focando uma dimensão do consumo. O consumo consciente é o conceito mais amplo e simples de aplicar no dia a dia: basta estar atento à forma como consumimos – diminuindo o desperdício de água e energia, por exemplo – e às nossas escolhas de compra – privilegiando produtos e empresas responsáveis. A partir do consumo consciente, a sociedade envia um recado ao setor produtivo de que quer que lhe sejam ofertados produtos e serviços que tragam impactos positivos ou reduzam significativamente os impactos negativos no acumulado do consumo de todos os cidadãos.
Nossa população cresceu – somos 192 milhões em 2011 – e nosso poder aquisitivo aumenta gradativamente – em 2020, 117 milhões de brasileiros farão parte da nova classe média. Este momento singular na História do Brasil tem reflexo no aumento do consumo: carros, imóveis, celulares, tvs, etc. Não há razão para impedir que esta demanda reprimida de consumo seja refreada, pois o consumo fortalece nossa economia. No entanto, é a oportunidade histórica de abandonar os padrões de consumo exagerado copiados de países de primeira industrialização e estabelecer padrões brasileiros de consumo em harmonia com o meio ambiente, a saúde humana e com a sociedade.






Causas e efeitos


produto que consumimos gasta energia. Energia para produção – desde sua origem, transporte, acondicionamento, embalagem, divulgação etc. e até mesmo nosso próprio deslocamento para adquiri-lo. Aliás, temos de acumular energia – pelo nosso trabalho – o que trocamos por dinheiro para podermos consumir. Desta maneira, constantemente, acumulamos e consumimos energia ainda que indireta – pelo consumo. Quem porventura acumular mais energia, terá mais capacidade para gastar, ou seja, estará potencialmente e oportunamente apto a usar a energia acumulada. A aptidão expõe a decisão para o consumo. Países desenvolvidos vêm provando um aumento calórico substancial em sua faixa etária mais jovem de população. Talvez pela ansiedade dirigida ao consumo e aos apelos publicitários constantes promovidos pelos meios de comunicação. A energia move-se pela matéria e a matéria circula pela ação da energia. A Terra recebe uma quantia relativamente fixa de energia proveniente do Sol, e essa energia seria supostamente a bagagem que deveríamos carregar em nossa viagem. A política atual da maioria dos países prega a redução do consumo de energia, principalmente a derivada da queima de combustíveis fósseis. Combustíveis fósseis representam energia acumulada durante milhões de anos pelo planeta e que são, na verdade, um excedente calórico para todos os sistemas vivos. Reduzir seu uso significa equilibrar nossas necessidades com o que se recebe externamente. No entanto, este exemplo não encontra amparo na política dos países hegemônicos. Estes consomem, segundo dados do WRI, 20% a mais do que o planeta pode acumular. Um dos efeitos desse excesso é o efeito estufa. Consumo sustentável implica, portanto, conceder à Terra uma chance de equilíbrio, reduzindo ou otimizando o gasto com a energia compatível de sua produção ou capacidade de absorção. Compatibilizar o consumo com o gasto de energia depende dos recursos disponíveis – recursos naturais e tecnológicos – e de sua sociabilização. Não podemos interferir ou esgotar os recursos naturais comuns tais como a água ou nossa condição climática de bem estar, o que nos levaria a uma competição intraespecífica.






soluções


A ideia de consumo sustentável é a de promover a reflexão dos hábitos de consumo da população, despertando a consciência ecológica. Nesse sentido, o consumidor deve adquirir somente o que for necessário para suprir suas necessidades básicas de sobrevivência, evitando, portanto, a aquisição de produtos supérfluos e o desperdício, contribuindo dessa forma para a preservação ambiental.

Esse é um dos principais elementos para se atingir o desenvolvimento sustentável, proporcionando recursos naturais em quantidade e qualidade às futuras gerações. Portanto, é essencial que seja evitado o desperdício, havendo o controle no consumo de água e energia elétrica, sendo necessário colocar em prática a Política dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), além de adquirir produtos de qualidade e que em sua produção não tenha ocorrido a destruição dos recursos naturais.

Lembrando que a cada 100 toneladas de plástico reciclado economiza-se uma tonelada de petróleo; uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores; um banho de 15 minutos gasta 135 litros de água (você pode e deve gastar menos tempo).

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