histórico
O
Consumo Sustentável envolve a escolha de produtos que utilizaram
menos recursos naturais em sua produção, que garantiram o emprego
decente aos que os produziram, e que serão facilmente reaproveitados
ou reciclados. Significa comprar aquilo que é realmente necessário,
estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível.
Consumimos de maneira sustentável quando nossas escolhas de compra
são conscientes, responsáveis, com a compreensão de que terão
consequências ambientais e sociais – positivas ou negativas.
Mudança
de comportamento é algo que leva tempo e amadurecimento do ser
humano, mas é acelerada quando toda a sociedade adota novos valores.
O termo “sociedade de consumo” foi cunhado para denominar a
sociedade global baseada no valor do “ter”. No entanto, o que
observamos agora são os valores de sustentabilidade e justiça
social fazendo parte da consciência coletiva, no mundo e também no
Brasil. Este novo olhar sobre o que deve ser buscado por cada um
promove a mudança de comportamento, o abandono de práticas nocivas
de alto consumo e desperdício e adoção de práticas conscientes de
consumo.
Consumo
consciente, consumo verde, consumo responsável são nuances do
Consumo Sustentável, cada um focando uma dimensão do consumo. O
consumo consciente é o conceito mais amplo e simples de aplicar no
dia a dia: basta estar atento à forma como consumimos – diminuindo
o desperdício de água e energia, por exemplo – e às nossas
escolhas de compra – privilegiando produtos e empresas
responsáveis. A partir do consumo consciente, a sociedade envia um
recado ao setor produtivo de que quer que lhe sejam ofertados
produtos e serviços que tragam impactos positivos ou reduzam
significativamente os impactos negativos no acumulado do consumo de
todos os cidadãos.
Nossa
população cresceu – somos 192 milhões em 2011 – e nosso poder
aquisitivo aumenta gradativamente – em 2020, 117 milhões de
brasileiros farão parte da nova classe média. Este momento singular
na História do Brasil tem reflexo no aumento do consumo: carros,
imóveis, celulares, tvs, etc. Não há razão para impedir que esta
demanda reprimida de consumo seja refreada, pois o consumo fortalece
nossa economia. No entanto, é a oportunidade histórica de abandonar
os padrões de consumo exagerado copiados de países de primeira
industrialização e estabelecer padrões brasileiros de consumo em
harmonia com o meio ambiente, a saúde humana e com a sociedade.
Causas
e efeitos
produto
que consumimos gasta energia. Energia para produção – desde sua
origem, transporte, acondicionamento, embalagem, divulgação etc. e
até mesmo nosso próprio deslocamento para adquiri-lo. Aliás, temos
de acumular energia – pelo nosso trabalho – o que trocamos por
dinheiro para podermos consumir. Desta maneira, constantemente,
acumulamos e consumimos energia ainda que indireta – pelo consumo.
Quem porventura acumular mais energia, terá mais capacidade para
gastar, ou seja, estará potencialmente e oportunamente apto a usar a
energia acumulada. A aptidão expõe a decisão para o consumo.
Países desenvolvidos vêm provando um aumento calórico substancial
em sua faixa etária mais jovem de população. Talvez pela ansiedade
dirigida ao consumo e aos apelos publicitários constantes promovidos
pelos meios de comunicação. A energia move-se pela matéria e a
matéria circula pela ação da energia. A Terra recebe uma quantia
relativamente fixa de energia proveniente do Sol, e essa energia
seria supostamente a bagagem que deveríamos carregar em nossa
viagem. A política atual da maioria dos países prega a redução do
consumo de energia, principalmente a derivada da queima de
combustíveis fósseis. Combustíveis fósseis representam energia
acumulada durante milhões de anos pelo planeta e que são, na
verdade, um excedente calórico para todos os sistemas vivos. Reduzir
seu uso significa equilibrar nossas necessidades com o que se recebe
externamente. No entanto, este exemplo não encontra amparo na
política dos países hegemônicos. Estes consomem, segundo dados do
WRI, 20% a mais do que o planeta pode acumular. Um dos efeitos desse
excesso é o efeito estufa. Consumo sustentável implica, portanto,
conceder à Terra uma chance de equilíbrio, reduzindo ou otimizando
o gasto com a energia compatível de sua produção ou capacidade de
absorção. Compatibilizar o consumo com o gasto de energia depende
dos recursos disponíveis – recursos naturais e tecnológicos – e
de sua sociabilização. Não podemos interferir ou esgotar os
recursos naturais comuns tais como a água ou nossa condição
climática de bem estar, o que nos levaria a uma competição
intraespecífica.
soluções
A
ideia de consumo sustentável é a de promover a reflexão dos
hábitos de consumo da população, despertando a consciência
ecológica. Nesse sentido, o consumidor deve adquirir somente o que
for necessário para suprir suas necessidades básicas de
sobrevivência, evitando, portanto, a aquisição de produtos
supérfluos e o desperdício, contribuindo dessa forma para a
preservação ambiental.
Esse é um dos principais elementos para se atingir o desenvolvimento sustentável, proporcionando recursos naturais em quantidade e qualidade às futuras gerações. Portanto, é essencial que seja evitado o desperdício, havendo o controle no consumo de água e energia elétrica, sendo necessário colocar em prática a Política dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), além de adquirir produtos de qualidade e que em sua produção não tenha ocorrido a destruição dos recursos naturais.
Lembrando que a cada 100 toneladas de plástico reciclado economiza-se uma tonelada de petróleo; uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores; um banho de 15 minutos gasta 135 litros de água (você pode e deve gastar menos tempo).
Esse é um dos principais elementos para se atingir o desenvolvimento sustentável, proporcionando recursos naturais em quantidade e qualidade às futuras gerações. Portanto, é essencial que seja evitado o desperdício, havendo o controle no consumo de água e energia elétrica, sendo necessário colocar em prática a Política dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), além de adquirir produtos de qualidade e que em sua produção não tenha ocorrido a destruição dos recursos naturais.
Lembrando que a cada 100 toneladas de plástico reciclado economiza-se uma tonelada de petróleo; uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores; um banho de 15 minutos gasta 135 litros de água (você pode e deve gastar menos tempo).
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