domingo, 1 de junho de 2014

consumismo



Histórico
Desde a Revolução Industrial no século XIX, o mercado financeiro estimula cada vez mais a compra desenfreada. Investe em propagandas que se direcionam diretamente ao consumidor, mostrando a ele como é vantajoso adquirir esse ou aquele produto. Em suma, induzem às pessoas a acharem que somente com a compra alcançarão a felicidade.



Causa e efeito
Tal comportamento se traduz em consumismo. Dentro desse sistema consumista, nota-se o isolamento que a indústria da publicidade impõe ao indivíduo. Ela o faz pensar que somente através da obtenção de objetos, ele encontrará a solução para suas necessidades, sejam elas de ordem social, emocional ou psicológica.
A verdade é que, desta forma, os valores da sociedade ficaram invertidos. Dentro dessa ideologia, as relações que eram baseadas na pessoa, passaram a ser baseadas na mercadoria. Assim, ao julgar uma pessoa, por exemplo, avalia-se o que ela veste e não o que ela é. Ou seja, julga-se uma pessoa pelo que ela ostenta ou não, tornando-a uma propaganda a ser admirada e imitada.
Neste contexto, a principal meta do mercado de consumo é fazer o consumidor desejar sempre aquilo que ele não tem. Fazer com que ele pense que, se ele não tiver determinado produto ele estará por fora da sociedade. Essa atitude aliena, provoca dívidas, depressões, incertezas, dependências e envolve tanto públicos adultos quanto públicos infantis.



Soluções
Assim sendo, o que fazer para evitar o consumismo? Não há uma fórmula. Há algumas soluções que podem ser aplicadas individualmente, tais como, comprar sempre à vista e apenas o essencialmente necessário, dar preferência a produtos biodegradáveis e procurar perceber a manipulação do mercado. Estimular o pensamento crítico e tentar evitar a alienação. Por que, como já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade em seu poema Eu, etiqueta: "e fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada". 

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