quarta-feira, 4 de junho de 2014

consumo

histórico

De acordo com pesquisas poderíamos apontar dois momentos para a transformação da sociedade capitalista industrial em uma sociedade de consumo:

Nas últimas décadas do século XIX, combinando a unificação da Itália e sobretudo da Alemanha, o primeiro disparou o crescimento mercantil, industrial e técnico-científico (Segunda Revolução Industrial), o segundo contribuiu para que se estabelecessem legislações que fizeram aumentar os salários, e já com a consciência que o desenvolvimento da demanda interna permitiria o crescimento do beneficio. Talvez é mais frequente apontar como marco a aplicação da linha de montagem e a fabricação de automóveis, por Henry Ford em 1909, o que permitiu o barateamento do produto final; mas seria melhor considera-lo um exemplo visível de um processo muito mais amplo.

Depois, como reação a Depressão de 1929, se foi impondo políticas baseadas nas teorias de J. M. Keynes, que promoveu um aumento constante da demanda dos consumidores privados; essas políticas se generalizaram no mundo capitalista nas décadas de 1950 e 1970.


Causas e efeitos

Uma das críticas mais comuns sobre a sociedade de consumo é a que afirma se tratar de um tipo de sociedade que se "rendeu" frente as forças do sistema capitalista e que, por tanto, seus critérios e bases culturais estão submetidos as criações postas ao alcance do consumidor. E neste sentido, os consumidores finais perderiam as características de indivíduos para passarem a ser considerados uma massa de consumidores que se pode influir através de técnicas de marketing, inclusive chegando a criação de "falsas necessidades" entre eles. Do ponto de vista ambiental, a sociedade de consumo se vê como insustentável, posto que implica um constante aumento da extração de recursos naturais, e do despejo de resíduos, até o ponto de ameaçar a capacidade de regeneração da natureza desses mesmos recursos imprescindíveis para a sobrevivência humana.

Em economia internacional, diz-se que o modelo consumista faz com que as economias dos países pobres se dediquem em satisfazer o enorme consumo das sociedades mais desenvolvidas, o que os fazem deixar de satisfazer suas próprias necessidades fundamentais, como por exemplo a alimentação e saúde da população, pois o mercado faz com que a maioria dos recursos sejam destinados a satisfazer a quem pagar mais. Os enfoques anteriores se combinam ao mostrar que, se a maioria da população mundial alcançar um nível de consumo similar ao de países industrializados, recursos de primeira ordem se esgotariam em pouco tempo, o que envolve sérios problemas econômicos, éticos e políticos.

Por último, uma das maiores críticas a sociedade de consumo, vem de quem afirma que esta converte as pessoas a simples consumidores que encontram o prazer no mero consumo por si só, e não pela vontade de possuir o produto.
Infelizmente, um impacto desta sociedade de consumo ao meio ambiente e a sociedade em geral é sem duvida a rápida obsolescência dos equipamentos causando hoje na sociedade o que conhecemos como lixo tecnológico, que também prejudica muito a natureza.

Possíveis soluções

Existe uma relação direta entre o que chamamos de desenvolvimento
sustentável e a prática do consumo sustentável. Desenvolvimento
sustentável é definido como “o desenvolvimento que satisfaz as
necessidade da geração presente sem comprometer a capacidade de as
gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”.
No entanto, os atuais padrões de produção e consumo, aliado a políticas
públicas que agravam a degradação da natureza, ameaçam levar o
planeta à exaustão de seus recursos, causando enorme prejuízo ao meio
ambiente e afetando a qualidade de vida de bilhões de pessoas. Mesmo
com milhões de pessoas sem acesso ao consumo de produtos e serviços
essenciais à uma vida digna, já estamos consumindo 50% a mais do
que o planeta é capaz de repor e precisamos reduzir em até 40% as
emissões de gases de efeito estufa para que a temperatura do planeta
não suba mais do que 2ºC, limite indicado por cientistas para evitar
grandes catástrofes climáticas.

Precisamos fazer uma revolução na produção e no consumo, agindo em
pelo menos três frentes:
mudando nossos hábitos cotidianos de consumo;
demandando das empresas informação e produtos e serviços
mais sustentáveis para os consumidores;
e exigindo dos governantes políticas públicas integradas que
estimulem padrões mais sustentáveis de produção e consumo.



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