histórico
De
acordo com pesquisas poderíamos apontar dois momentos para a
transformação da sociedade capitalista industrial em uma sociedade
de consumo:
Nas
últimas décadas do século XIX, combinando a unificação da
Itália e sobretudo da Alemanha, o primeiro disparou o crescimento
mercantil, industrial e técnico-científico (Segunda Revolução
Industrial), o segundo contribuiu para que se estabelecessem
legislações que fizeram aumentar os salários, e já com a
consciência que o desenvolvimento da demanda interna permitiria o
crescimento do beneficio. Talvez é mais frequente apontar como
marco a aplicação da linha de montagem e a fabricação de
automóveis, por Henry Ford em 1909, o que permitiu o barateamento
do produto final; mas seria melhor considera-lo um exemplo visível
de um processo muito mais amplo.
Depois,
como reação a Depressão de 1929, se foi impondo políticas
baseadas nas teorias de J. M. Keynes, que promoveu um aumento
constante da demanda dos consumidores privados; essas políticas se
generalizaram no mundo capitalista nas décadas de 1950 e 1970.
Causas
e efeitos
Uma
das críticas mais comuns sobre a sociedade de consumo é a que
afirma se tratar de um tipo de sociedade que se "rendeu"
frente as forças do sistema capitalista e que, por tanto, seus
critérios e bases culturais estão submetidos as criações postas
ao alcance do consumidor. E neste sentido, os consumidores finais
perderiam as características de indivíduos para passarem a ser
considerados uma massa de consumidores que se pode influir através
de técnicas de marketing, inclusive chegando a criação de "falsas
necessidades" entre eles. Do ponto de vista ambiental, a
sociedade de consumo se vê como insustentável, posto que implica um
constante aumento da extração de recursos naturais, e do despejo
de resíduos, até o ponto de ameaçar a capacidade de
regeneração da natureza desses mesmos recursos imprescindíveis
para a sobrevivência humana.
Em
economia internacional, diz-se que o modelo consumista faz com que as
economias dos países pobres se dediquem em satisfazer o enorme
consumo das sociedades mais desenvolvidas, o que os fazem deixar de
satisfazer suas próprias necessidades fundamentais, como por exemplo
a alimentação e saúde da população, pois o mercado faz com que a
maioria dos recursos sejam destinados a satisfazer a quem pagar mais.
Os enfoques anteriores se combinam ao mostrar que, se a maioria da
população mundial alcançar um nível de consumo similar ao de
países industrializados, recursos de primeira ordem se esgotariam em
pouco tempo, o que envolve sérios problemas econômicos, éticos e
políticos.
Por
último, uma das maiores críticas a sociedade de consumo, vem de
quem afirma que esta converte as pessoas a simples consumidores que
encontram o prazer no mero consumo por si só, e não pela vontade de
possuir o produto.
Infelizmente,
um impacto desta sociedade de consumo ao meio ambiente e a sociedade
em geral é sem duvida a rápida obsolescência dos equipamentos
causando hoje na sociedade o que conhecemos como lixo tecnológico,
que também prejudica muito a natureza.
Possíveis
soluções
Existe
uma relação direta entre o que chamamos de desenvolvimento
sustentável
e a prática do consumo sustentável. Desenvolvimento
sustentável
é definido como “o desenvolvimento que satisfaz as
necessidade
da geração presente sem comprometer a capacidade de as
gerações
futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”.
No
entanto, os atuais padrões de produção e consumo, aliado a
políticas
públicas
que agravam a degradação da natureza, ameaçam levar o
planeta
à exaustão de seus recursos, causando enorme prejuízo ao meio
ambiente
e afetando a qualidade de vida de bilhões de pessoas. Mesmo
com
milhões de pessoas sem acesso ao consumo de produtos e serviços
essenciais
à uma vida digna, já estamos consumindo 50% a mais do
que
o planeta é capaz de repor e precisamos reduzir em até 40% as
emissões
de gases de efeito estufa para que a temperatura do planeta
não
suba mais do que 2ºC, limite indicado por cientistas para evitar
grandes
catástrofes climáticas.
Precisamos
fazer uma revolução na produção e no consumo, agindo em
pelo
menos três frentes:
mudando nossos hábitos cotidianos de consumo;
demandando das empresas informação e produtos e serviços
mais
sustentáveis para os consumidores;
e exigindo dos governantes políticas públicas integradas que
estimulem
padrões mais sustentáveis de produção e consumo.
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